Ata da reunião de 07/05/2018 – Operacional

A pauta de hoje foi: RADIO

  • A primeira hora da reunião foi dedicada à instalação e testes dos equipamentos de gravação para iniciar a confecção do programa de radio da Sonora. Foi difícil, a princípio, conseguir abrir canais para as pessoas que estavam fora do espaço físico da reunião, gravando suas participações com boa qualidade. O intuito foi o de poder utilizar estas gravações no programa, futuramente.
  • Alguns informes também foram discutidos, como convites à rede para projetos que envolvem compositoras e pesquisas em mulheres na música.
  • Foi sugerido fazer uma caminhada, com destino programado, falando sobre memórias. Pensamos então em fazer o percurso passando pelo painel Sonora que foi feito na fachada da parede do CMU na semana da calourada.
  • 3 pessoas foram caminhar, sendo que uma delas não havia participado da intervenção do painel. As 2 outras vão contar para ela como foi o processo.
  • 3 pessoas ficaram na sala para conversar sobre o painel, além da que estava participando por hangout. Foi marcado o tempo de 20 minutos para o processo.

 

Momento 2 – relato de quem saiu do estúdio

  • As meninas que saíram da sala contaram o que ocorreu no percurso. Elas encontraram alunas, alunos e professores. A conversa fluiu livremente, comentando a ausência de peças de mulheres no repertório estudado nos cursos de música da universidade.
  • As pessoas que passearam fotografaram o painel à noite, iluminado pela luz interna do prédio, e mandaram para quem ficou na sala. Perceberam também que muitos papéis haviam desbotado.
  • Foi observado quantos papéis haviam caído (ou sido retirados), e divagaram sobre estes vazios.
  • Tentaram entrevistar o segurança do prédio, perguntando o que ele pensava a respeito do painel. Ele não emitiu qualquer opinião.
  • Com as (os) professoras (es) foi comentado sobre os nomes de compositoras que estudaram no CMU.

– relato de quem ficou na sala

  • Xs 4 integrantes que ficaram contaram que foi recriado o percurso do painel, desde o primeiro encontro com a temática “onde não estão as mulheres da música”.
  • Pensamos também na história de cada um daqueles nomes que estão no painel, além de comentar as reações suscitadas pelas e pelos transeuntes.
  • Foi notada a falta de um espaço de convivência no CMU. A entrada do prédio, por exemplo, funciona um pouco como este espaço.
  • O relato terminou pensando foi como será a retirada destes papéis.

Ata da reunião de 16/04/2018 – Operacional

A pauta de hoje envolveu os assuntos:

Informes

  • Eliana contou sobre a entrevista que deu para Karina Merli, do jornalismo da ECA, sexta-feira passada. A entrevista foi sobre a representação da mulher na música popular, mas abrangeu também a representação na música erudita. Foi sugerido que a Karina envie a parte da entrevista no programa finalizado para ser postada no site da rede.
  • Marina confirmou Vozes com Tide Borges dia 25/6.
  • Fabiana contou sobre o estágio sanduíche que realizou em Belfast, tanto em criação de instrumentos como em antropologia, entre outros. Ela pesquisa a etnografia da música experimental em SP para o Doutorado. Está desde 2016 acompanhando atividades relativas à sua tese. Foi sugerido que ela realize uma palestra na Sonora sobre sua pesquisa e esta experiência no exterior.

Painel Sonora

  • Foi colocado o vazio gerado pelo posicionamento da direção (de recriminação) em relação ao painel. Como soluções, foram apresentadas desde ideias ligadas à retirada dos papeis como à realização de outras ações de posicionamento. Ficou decidido que retiraremos os papeis num evento ligado ao programa de radio que estamos confeccionando.

Calendário

  • 11/6 – Vozes com Paola (das Choronas)
  • 25/6 – Vozes com Tide Borges

Radio

  • Amanda, aluna de bacharelado em instrumento na ECA, contou de sua atuação como estagiária na radio USP. Ela disse que a radio tinha uma programação muito “morna”, com músicas populares brasileiras, com pouca variação. Ela foi chamada para dar um tom diferente à programação, com programas especiais. O 1º foi dedicado a Jacob do Bandolim, com biografia, exemplos musicais, entrevistas e tal. Houve um outro dedicado ao Ernesto Nazareth, em que ela colocava também falas de Mario de Andrade, entre outros. Isto fez bastante sucesso.
  • Uma dificuldade apontada por ela é a parte técnica, o suporte que existe para realizar os programas. Ela monta e conta com um técnico que coloca no formato.
  • O ambiente da radio é bastante conservador. Existem algumas ideias preconceituosas acerca de alguns gêneros musicais, conceitos pré-concebidos sobre o que é bom ou ruim em música. Por esta razão ela pensou na Sonora, para unir forças no sentido de ampliar o leque musical da programação da radio.
  • Sobre a categorização das músicas, Amanda disse que tem “Manhã na USP”, para repertório de artistas menos conhecidas (os), e “Som da USP”, para apresentar autoras (es) mais consagradas (os).
  • O jornal da USP, por exemplo, ocupa entre 2 e 3 horas do período da manha da radio. A parte musical usa CDs do arquivo, com música popular brasileira.
  • Informações práticas:

– Programa tem 1 h. Precisa deixar uns 3 minutos para vinhetas. Tem um            intervalo no meio, sem comercial, com tempo flexível.

– Pode enviar programa por pendrive ou outra mídia. Não dá para gravar na       própria radio.

– Depois que veicular na radio a Sonora pode postar o programa no site.

– Existe uma vinheta para todos os programas da edição “USP Especiais”.

– Em relação aos direitos autorais, a radio paga o ECAD. Foi combinado que a      rede fará um documento padrão para registrar assinaturas de entrevistadas (os), compositoras (es) e/ou intérpretes, para o caso de precisar apresentar à entidade.

  • Foram ouvidos áudios de programas de radio trazidos para ilustrar práticas e servir de modelo e inspiração para a rede. Entre outros, foram ouvidos o IFAR musique concrète 4’33’’ compilation (https://ifarmusiqueconcretecompilation.bandcamp.com/…/ifar-mu…). Outros foram o “Meet the composer” com Meredith Monk (https://nadiasirota.com/meet-the-composer/), o “Máquina de inscrever 3” (https://soundcloud.com/maquina-inscrever/maquina-de-inscrever-3-programa-da-serie) e Supertônica com Nicole Puzzi e Rafael Spaca: Memórias da Boca (https://soundcloud.com/maquina-inscrever/maquina-de-inscrever-3-programa-da-serie).
  • Valeria compartilhou que o Instituto Moreira Salles tem uma plataforma de radio com vários formatos. O padrão é mais tradicional, mas tem vários formatos interessantes. Há uma espécie de repositório de músicas com release, com uma imagem na qual se pode clicar e ouvir a gravação.
  • Foi sugerido que as próximas edições de Vozes sejam gravadas já direcionadas para programas de radio. Também surgiu a ideia de fazermos oficinas de edição para possibilitar membras (os) da rede editar tais programas. A ideia é também criar a partir do material coletado, para fazer radio arte.
  • Foi observado que seria interessante ter um formato para, a partir daí, poder variar. Falou-se em criar quadros.

Muitos exemplos foram resgatados de memória e somados aos exemplos apresentados. Todo este material será assimilado durante esta semana para discussão no próximo encontro da rede.

 

Próxima reunião – 23/4: Discussão sobre divisão de tarefas e organização da rede.

Ata da reunião de 09/04/2018 – Operacional

A reunião de hoje teve como pauta:

  • Painel Sonora – discutir. A rede soube que o painel Sonora tem sido depredado pela retirada subjetiva de papeis com nomes de mulheres atuantes na música. Houve uma discussão sobre este processo, sobre a repercussão da intervenção em outros departamentos da ECA e sobre qual o futuro desta ação. O assunto não foi esgotado e deve ser retomado em reuniões futuras. Uma ideia é expandir o painel em conjunto com outros coletivos, como o Coletivo Feminista, que já demonstrou interesse.
  • Projeto Radio – Foi selecionado o mês de maio para montar o projeto. As reuniões de 7, 14, 21 e 28/5 serão dedicadas a uma imersão no assunto e na prática. Antes disso, usaremos a reunião do dia 16/4 para falar com a Amanda, da Radio USP. Para este encontro a tarefa será pesquisar modelos de programas que já existem.
  • Propostas de Vozes – o próximo evento da série seria mais uma parceria com o NuSom, dia 23/4, no horário das 14:00 h, com a Paula Garcia. Por vários motivos foi decidido que a Sonora divulgará e apoiará o evento sem ser exatamente parceira e sem intitular o evento Vozes. Até porque o enfoque do encontro não envolve questões de gênero.
  • Outras possibilidades são Vozes com Paola da Choronas, a principio dia 11/6, e com Tidi Borges, a princípio dia 25/6.
  • Conversa sobre atividade da Kelly – foi colocado que a oficina realizada com ela ficou concentrada na confecção do drumsynth, não sobrando tempo para conhecer melhor sua trajetória artística, suas atividades e seu posicionamento relacionado a questões de gênero, em que milita.
  • Nomeação de membras (os) para uma equipe organizadora dos eventos da rede – foi colocado que a Sonora completa 3 anos em abril e que, frente a isso, suas membras e membros gostariam de computar as muitas atividades e trabalho realizado semanalmente em alguma plataforma que possa ser usada profissional e academicamente. Esta discussão já foi pautada e abandonada algumas vezes. Foi sugerido retomar a conversa em reunião futura, num email convidando membras e membros da rede para tal. Este email será elaborado na reunião do dia 23/4.
  • Organização dos materiais / site / tarefas – após a reunião para nomeação de membras (os) da equipe organizadora dos eventos da rede, deve ser pensada uma divisão de tarefas para a realização destas atividades.

Próxima reunião:

16/4 – Amanda e proposta de rádio. Tarefa: trazer modelos de programas para discussão.

Ata da “Conversa com Marilia Velardi” – evento Sonora/NuSom 09/04/2018

Marília Velardi, professora no curso de graduação em Educação Física e Saúde, atuando na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), iniciou este evento explicando sua linha de pesquisa: a investigação qualitativa. É uma linha de pesquisa que parte de um referencial epistemológico clássico e do conhecimento em métodos indutivos para atingir uma investigação autoral, rompendo com estruturas pré-estabelecidas para questionar as lógicas geralmente aceitas e romper com estruturas rígidas.

Marilia entende que muitas teorias têm a capacidade de ser aplicadas em contextos e tempos variados, mas, ainda assim, elas funcionarão melhor se associadas a conhecimentos específicos, principalmente em se tratando da pesquisa sobre assuntos não europeus ou do Hemisfério Norte. A bibliografia usada, por exemplo, na América Latina, é fundamentalmente europeia e, por esta razão, precisa ser associada a estudos realizados localmente para que a pesquisa seja mais legítima. Não se trata de negar a importância das pesquisas e teorias tradicionais, mas sim de amplia-las.

Como referências tradicionais ela aponta:

  • Escola de Chicago
  • Movimentos
  • 4ª geração

 

Em relação à Escola de Chicago, a pesquisadora diz que é quando surgem narrativas acadêmicas que se iniciam com a biografia do investigador, desde que esta tenha relação com o objeto pesquisado. O pesquisador (a) se relaciona diretamente com aquilo que esta pessoa procurará, dando uma força e uma credibilidade maior à sua pesquisa. Este conceito dá origem, em certa medida, ao chamado “lugar de fala”. A pessoa não precisa, obrigatoriamente, ser originária do campo pesquisado, mas deve no mínimo ser capaz de fazer a ponte entre a academia e o objeto investigado.

 

Validação e avaliação

Foi levantada a questão da validação e avaliação da pesquisa qualitativa. Marilia disse que este tipo de investigação requer a criação de grupos que fortaleçam este tipo de critério. As pessoas envolvidas precisam se apoiar umas às outras, criar espaços de discussão, encontros, bancas investigativas. Porque os parâmetros são mutáveis, embora isso não seja fácil. É preciso publicar, mas para isso pode ser preciso criar periódicos que aceitem este tipo de pesquisa. Ainda que estes sejam pior avaliados no início.

A pesquisa qualitativa se insere positivamente no campo interdisciplinar, o que favorece seu fortalecimento. Marilia cita as comunidades interpretativas. É como se a investigação fosse mais sobre o método do que sobre o assunto. Mas é preciso ser claro e explícito acerca do método escolhido, dizer porque se opta por métodos qualitativos.             Um texto que se baseia em métodos como materialismo histórico ou fenomenologia, mais cristalizados no âmbito da universidade, não precisa ser precedido de explicação. Entretanto, a escolha da pesquisa qualitativa necessita ser elucidada, defendida, legitimada, para que este caminho seja sedimentado e se torne tão natural quanto os demais. Marilia lembra um professor que dizia para a classe: “Inventem metodologias!”, “Criem epistemologias!”. Já há algum tempo é ela quem assume esta postura provocadora.

 

Singularidade e particularidade

O raciocínio binário nos toma de assalto, diz Marilia. É preciso pensar em outros glossários, não nomear com presteza, nem por oposição.

 

Auto etnografia

Quando se pesquisa a própria experiência encontra-se muita coisa interessante. Produzir material a partir da própria experiência. Isto está localizado nas propostas mais radicais da pesquisa qualitativa.

 

ECOAR – estudos em corpo e arte

O grupo ECOAR, de que Marilia faz parte, discute as possibilidades de diálogo entre o corpo e as artes, entre os movimentos sociais feministas, das artes junto aos movimentos sociais de periferias, entre outros. A pesquisa qualitativa se insere neste contexto perguntando o porquê de determinadas escolhas metodológicas em detrimento de outras.

 

Conversa com Marilia Velardi – Pensando qualitativamente

 

O próximo evento da rede Sonora será em parceria com o NuSom, dia 9/4, as 14:00 h, na sala 12 do Depto de Música da ECA USP. A conversa com a professora e pesquisadora Marilia Velardi tratará da sua investigação sobre a relação entre métodos formulados por agentes alheios ao campo artístico e a possível interferência na forma de pensar e conduzir pesquisas em artes, procedimento que ela denomina “camisas de força epistemológicas”.

“Com esse encontro a minha ideia é propor um diálogo sobre o que significa ‘pensar qualitativamente’ no campo das pesquisas acadêmicas, partindo da premissa de que o método – concebido como forma de pensamento e ação – determina a nossa relação com os objetos, os campos, as experiências, os experimentos ou as coisas que investigamos. No campo das Artes, algumas vezes, o método subordina o pensamento e a ação das pessoas artistas à normas procedimentais alheias ao campo e ao modo original de pensar e conceber a investigação”.

Marilia é professora nos curso de graduação em Educação Física e Saúde, atuando na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP). É também docente e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política no Ciclo Básico, além de atuar como docente no curso de Bacharelado em Música e no programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da ECA/USP.

No campo da saúde, sua pesquisa enfoca os programas e intervenção no serviço público de Saúde, na perspectiva do ideário da Promoção em Saúde e na Educação para a autonomia. No campo das Artes, propõe intervenções, performances, encenação e projetos de pesquisa e investigação na área artística junto a cantores líricos e instrumentistas, desenvolvendo práticas e estudos sobre preparação corporal para a encenação e criação em ópera. O lócus dessas investigações tem sido o NUO-Ópera Laboratório.

Realiza pesquisas colaborativas com grupos do campo da Saúde, da Educação, das Artes da Cena, da Musicologia e dos Estudos Sociais. Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa ECOAR – Estudos em Corpo e Arte, que atualmente tem como focos: (a) a construção de conhecimento com artistas sobre a Arte; (b) a busca por epistemologias artísticas como suporte para as investigações qualitativas e (c) a criação de estruturas de performances dos dados ou dos conhecimentos produzidos nas investigações. (Texto publicado pelo grupo NuSom, disponível em: http://www2.eca.usp.br/nusom/evento_mvelardi.

Ata da reunião de 02/04/2018 – Vozes com Laura Mello

Laura Mello é compositora, artista sonora e performer. Morando entre Berlim e Viena, ela passou por São Paulo e concedeu uma palestra/entrevista para a rede Sonora.

Ela contou sua trajetória, uma parte da qual se passou na Alemanha, estudando, e apresentou obras eletroacústicas e multimídia de sua autoria. Em seu currículo constam experiências com dança, teatro, edição de vídeo e outras vertentes artísticas. Esta atuação colaborativa abriu-lhe os sentidos para varias possibilidades.

A mudança para Berlim para fazer Doutorado se deu em 2006. O programa de Doutorado permitiu-lhe ter acesso a todas as universidades da Alemanha. Se aprofundou na composição com palavras, sons, ruídos, imagens, silêncio. Suas produções costumam fazer questionamentos, por exemplo, em relação à diversidade cultural, à falta de profundidade de algumas propostas, a ideias que vão surgindo. Muitas vezes utiliza o humor para levantar tais questões.

Em 2009 realizou “Josephine Joseph”, produção que envolvia a ilusão cinematográfica de que duas pessoas se tornavam uma única. Havia a questão espacial também, com espelhos, pessoas do público que ficavam fora do ambiente em que os atores faziam movimentos sutis e pessoas que entravam neste recinto.

Ultimamente Laura tem trabalhado com um projeto autoral chamado “many media including me”. Gosta de mexer com as temporalidades, do filme, da música, de si mesma, etc. Foi mostrado um filme deste projeto, em que, como o nome diz, ela também atua.

Certa vez trabalhou com o Alexandre Fenerich sobre o “Bonde do Tigrão”, mixando gravações com vídeos feitos por eles, juntamente com a imitação de áudios que Laura experimentou trabalhando numa espécie de central telefônica de venda de ingressos em Berlim. Ela gosta muito de gravar em transportes públicos e usar estes materiais em outras ocasiões.

“São muitas coisas diferentes” – diz Laura. “Esta heterogeneidade é isso mesmo, eu trabalho desta forma”. Ela junta gravações, filmagens e tomadas ao vivo para obter determinados resultados sonoros, visuais e assim por diante. Um de seus trabalhos com rádio é “Living Radio”, e já envolveu varias pessoas.

No início de seus trabalhos com radio não havia streaming, era complicado captar varias pessoas em lugares e situações diferentes. Agora os recursos são bem mais sofisticados. Na serie Living Radio, a autora constrói programas a serem seguidos pelos atores/cantores/etc. Laura mostrou a partitura de uma peça, que conta com símbolos e indicações do que as/os performers devem fazer, sentir, entoar. Esta peça vai ser apresentada novamente em Berlim no festival Distopias.

Laura tem desenvolvido uma escrita que fica entre a linguagem musical e a literatura. Gosta de formar paralelos entre língua falada e música. Um de seus mais recentes trabalhos foi interativo e contou com a participação da Mariana Carvalho, Camila Zerbinatti e Renata Roman, entre outrxs. Cada participante devia fotografar a paisagem de sua janela e falar sobre o que estava vendo, sem usar termos subjetivos. Descrever o som como estivesse ouvindo, sentindo, vivenciando. Depois Laura uniu todos os depoimentos. No encontro de hoje ela mostrou alguns destes depoimentos.

Laura fala sobre explicitar o que não é declarado através dos sons e das atmosferas. A transmissão completa deste encontro pode ser acessada em http://youtu.be/BGGJdKL6jsw

 

Vozes – Laura Mello (Divulgação)

 

Laura Mello é compositora, artista do som e performer (piano, voz, movimento). Trabalha entre Berlim e Viena, em formações solo e em colaborações com outros artistas das áreas de Música Experimental, Arte Sonora e Performance. Formou-se em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) na UFPR, em Composição e Regência na EMBAP, com especialização em Estética da Música do Século XX na EMBAP e Composição Eletroacústica na Universidade de Música e Artes Dramáticas em Viena. Como doutoranda da Universidade Técnica (TU) de Berlim, frequentou cursos em áreas que vão da produção para rádio à teoria do Happening, passando por aulas de dança Contemporânea e participando dos concertos da classe de Composição Intermídia da Universidade das Artes (UdK). Sua obra engloba peças instrumentais, teatro musical, música eletroacústica, instalações sonoras e performances. Em sua atividade artística desafia as fronteiras convencionais entre formatos, mídias e linguagens. Desenvolveu ferramentas para auxiliar na composição de música experimental para meios visuais, em projetos didáticos abertos a alunos sem experiência musical. Há alguns anos vem se aprofundando na relação entre a música e a língua falada, explorando representações e possibilidades de releitura entre estas linguagens. Elabora desde 2008 um trabalho de Performance solo chamado “Composing for many media including me”.

 

Vozes é um espaço que recebe artistas mulheres para apresentarem e falarem sobre seus trabalhos. Com uma dinâmica mais informal, é um espaço aberto para a conversa e para o compartilhamento de experiências.

Haverá transmissão ao vivo através do nosso canal do Youtube. O link para a transmissão será postado em nossa página do FB alguns minutos antes do evento.

 

Experimenta – Oficina de Drumsynth, com Kelly Rauer (Divulgação)

 

Atenção!!! Nesta quinta-feira faremos uma oficina de DrumSynth com Kelly Rauer (EUA), parte da série Experimenta! Será quinta-feira dia 22/03, das 9h às 13h, na sala do NuSom (CMU-ECA-USP), com o custo de R$50,00 (material), em dinheiro. A oficina será ministrada em inglês. 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞𝐦 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐭𝐨 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯é𝐬 𝐝𝐨 𝐞𝐦𝐚𝐢𝐥 𝐬𝐨𝐧𝐨𝐫𝐚𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬@𝐠𝐦𝐚𝐢𝐥.𝐜𝐨𝐦. 𝐓𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐚𝐬 𝐯𝐚𝐠𝐚𝐬!

 

Sobre a Oficina de Drumsynth:

In this guided workshop, each student will build an electronic synthesizer module called ‘drumsynth’ designed by the independent artist/musician Zach D’Agostino, from Portland, OR USA. The drumsynth is a simple oscillator triggered by an external sound source, such as, acoustic drums or other percussive instruments, objects or surfaces via a standard or contact microphone. When triggered from the external sound source, the signal can be modulated in three ways: sense/starve, decay and pitch. The goal of this workshop is to provide a basic introduction to soldering and the construction of an electronic synthesizer. Accessibility was a driving force in the creation of this module. Many synthesizer modules are not accessible to most people due to their exceptionally high costs. The cost of this workshop covers the cost of the parts only. Participants will be welcome to bring other instruments, tools, pedals, speakers etc. to add to the experience.

 

Kelly Rauer is an artist who utilizes video, movement, sound, and electronic and acoustic instruments to create installations and performances. She is a facilitator at the artist-run space called S1 & the Synth Library in Portland, OR, USA. She was included in the 2016 Risk/Reward Festival, the PORTLAND2014 Biennial of Contemporary Art and has traveled and presented work in Sao Paulo, Brazil and Berlin, Germany. She is currently enjoying various performative collaborations across genres, club dancing, electronic music, building and learning to play modular synthesizers and learning to play the drums, bass guitar and piano.

www.kellyrauer.com
kellyrauer.tumblr.com
transmissoesdosul.tumblr.com

Ata da reunião de 19/03/2018 – operacional

A reunião de hoje teve como pauta

  1. Informes:
  • Eliana contou sobre sua participação na mesa de debates organizada pelo CALC junto a mulheres de setores diversos, dia 14/3. O tema era “Desafios das mulheres no ambiente de trabalho”
  • Mariana contou que deu uma palestra sobre seu TCC na escola de música SOARTE no dia 15/3, tocando algumas peças de mulheres ao piano.
  • Valéria contou que organizou, junto a outras professoras da EMESP, atividades na semana dedicada à mulher. Houve uma palestra sobre assédio moral, um show da Jazzmin’s Big Band, entre outras. Valéria sugeriu que fizéssemos também atividades como a palestra sobre assédio, que tira várias dúvidas sobre como agir em situações opressoras e em relação a denúncias.
  • Valéria também contou do EMA, do qual participou dia 16/3. Ela dividiu o encontro com o compositor Sérgio Kafejian. Sua fala foi numa forma menos tradicional, envolvendo o público por meio de materiais como partituras, fotos e objetos pessoais. A peça apresentada foi composta por ela num período em que ela passou por uma cirurgia, e os objetos tinham a ver com isso. Valéria pensou que alguns ambientes são mais ou menos propícios para uma atividade assim mais livres e que envolvem participação direta do público.
  1. Experimenta: nova aba do site para divulgar oficinas. A primeira será para construção do drumsynth, e acontecerá dia 22/3, das 9:00 às 13:00h. Será ministrada pela Kelly Rauer, de Portland.
  • Ficou combinado um número mínimo de 5 pessoas e uma inscrição individual de 50,00 reais para custear o material que ela trará. Nesta reunião deve ser definido quem são estas 5 pessoas. Já estão Mariana, Marina, Lilian (opcional) e Valéria (opcional).
  • Marina ficou de colocar o valor da inscrição/material no flyer e soltar a divulgação.
  • Mariana ficou de colocar no site e no facebook
  • Eliana ficou de receber os e-mails pelo sonoramulheres@gmail.com e responder. O pagamento deve ser feito a vista e em dinheiro. Eliana deve colocar no grupo de whats up assim que tiver alguma inscrição, para que não se sobreponham nomes.
  1. Mudança de nome e endereço no grupo de e-mail. Foi decidido que o email da rede deve mudar de sonoramulheres para sonoramusicasfeminismos. Esta atividade pode ser feita nas próximas reuniões.
  2. Marília Velardi com NuSon seguido de reunião operacional: como ela não deu retorno fixando data para esta reunião, decidiu-se deixar o evento para mais para frente, por exemplo no segundo semestre.
  3. Radio (programa para Radio USP)
  • Valeria contou que a Amanda Ferraresi está estagiando na Radio USP e ficou responsável pela série “USP Especiais”. Segundo Amanda, nesta série ela tem liberdade de fazer formatos criativos e gostaria de fazer um ou mais programas com a Sonora.
  • Existe a opção de realizarmos o programa com ela, provavelmente na reunião do dia 9/4.
  • Havia um pré-projeto no google docs, com ideias para um programa de radio. Porém, estas ideias ficaram um pouco afastadas das nossas vontades atuais.
  • Tópicos para o programa:

– Arquivo Sonora

– Sessões de Escuta de obras de mulheres

– Diálogos

– entrevistas

– trabalho criativo em torno destes materiais, fazendo um link entre todos

      Datas pré-definidas (necessitam confirmação):

  • 2/4 – Vozes com Laura Mello
  • 9/4 – Amanda Ferraresi na reunião operacional da Sonora
  • 16/4 – Reunião sobre equipe em relação à rádio
  • 23/4 – Radio / Escuta
  • 30/4 – Feriado

     Próxima reunião (22/3):

  • Experimenta, oficina com Kelly Rauer.

 

 

 

Ata da reunião de 12/03/2018 – operacional

A reunião de hoje teve como pauta

  1. Calendário de atividades do 1º semestre.
  • Evento com Marilia Velardi (profª da EACH, USP Leste). Como ela fará uma palestra ao NuSon, Lilian e Valeria propuseram que a Sonora se uma ao evento, fazendo a reunião as 14:00 h – horário do NuSon – em data ainda não definida.
  • Oficina com Kelly Rauer: workshop para construir um drumsynth. Kelly é membra de uma organização em Portland que ensina eletrônica a mulheres e pessoas não binárias. O workshop pode ter entre 4 e 10 pessoas. A musicista fica no Brasil até abril. Datas possíveis: 19/3 das 17 às 21:00h ou 22/3 das 9 às 13:00h. Lilian ficou de mandar um e-mail com estas opções a Kelly.
  • ANPPOM terá Simpósio Temático dedicado à pesquisa de gênero em Manaus. Prazo para envio de propostas até 2/4.
  • Mariana apresenta seu TCC, Sonora e peça da Marisa Rezende na escola de música SOARTE. Data: 14/3, as 14:00h.
  • Eliana participa da mesa de debates sobre dificuldades e conquistas da mulher no campo das Artes, dia 14/3 as 17:00 h. O evento contará com mulheres da música, do jornalismo, do CALC, das artes plásticas, etc. Local: Auditório Paulo Emilio, ECA-USP.
  • Valéria participa do EMA, coordenado por Silvio Ferraz, sexta 16/3, às 14:00 h, com Sérgio Kafejian. Local: Sala 12 do CMU.
  • Vozes com Laura Mello. Provavelmente dia 2/4.
  • Lilian deu entrevista à Revista Concerto do mês de março.
  • Mariana deu entrevista ao jornal ECA Notícias.

 

  1. Resgatar pessoas do ano passado e/ou convidar novxs para Vozes e Visões em 2018.
  • Susana Igayara, que orienta alunxs, entre outros, em pesquisa de gênero.
  • Carô Murgel, que tem pesquisa sobre compositoras brasileiras no âmbito da canção.
  • Lilian sugeriu fazer outros encontros/ GEs conjuntos com o NuSon, por exemplo, com a Marie Thompson, cujo texto será discutido pelo núcleo.
  • Ximena Alarcon, artista sonora colombiana que vive na Inglaterra.
  • Valeria sugeriu fazer um encontro com as compositoras latino-americanas que ela conheceu no projeto de que participou no Sul. Ela apontou o quão pouco nós brasileirxs conhecemos de nossos vizinhos de continente e o quanto os países hispanos se conhecem mais, fazem eventos e festivais conjuntos, etc.
  • Bartira Sena, artista sonora que trabalha com noise.
  • Vanessa Rodrigues, que trabalha com Educação Musical.
  • Alba Bonfim, maestrina, falou que quando terminar o Doutorado tem interesse em participar do Vozes.
  • Natasha Maurer, do Dissonantes.
  • Paola Picherzky
  • Tide Borges
  • Cassia Carrascosa
  • Carolina Andrade trazer seu duo para apresentar o projeto Volver a Latinoamérica: palestra-recital como o da Sylvia Hinz

 

  1. Experimenta: nova aba do site para divulgar oficinas.

 

  1. Radio

 

Datas pré-definidas (necessitam confirmação):

  • 19/3 – Experimenta, oficina para construção do drumsynth
  • 26/3 – Feriado ou Experimenta (data opcional)
  • 2/4 – Vozes com Laura Mello
  • 9/4 – Marília Velardi com NuSon seguido de reunião operacional
  • 16/4 – Radio
  • 23/4 – Radio / Escuta
  • 30/4 – Feriado

 

Na reunião operacional do dia 9/4 também se confirmará o restante da programação do semestre.

 

Próxima reunião:

Assuntos pendentes são a atualidade da lista de e-mails, a inclusão de nomes no site, entre outros.