Debate – Educação Musical sob perspectivas de gênero e feminismos

Debate – Educação Musical sob perspectivas de gênero e feminismos

26/11, sab, 14h-18h, Sala de Debates do CCSP.

Com as educadoras, artistas e pesquisadoras Eliana Monteiro da Silva (mediadora), Barbara Biscaro, Camila Zerbinatti, Isabel Nogueira e Vanessa Rodrigues.

 

Onde [não] estão as mulheres na música? Por que se observa uma maior quantidade de homens do que de mulheres atuando profissionalmente com música? Quais os caminhos para ampliar a participação e visibilidade das mulheres na música? Em que medida essas questões se relacionam com o campo da educação musical? Quais são as possíveis causas, problemas e desafios a serem enfrentados tanto no âmbito do ensino formal de música (do ensino infantil ao ensino superior), quanto em cursos livres, oficinas, festivais etc. Este debate pretende discutir questões como estas, buscando mapear o cenário atual e propor alternativas que possam contribuir positivamente para sua transformação, com ideias inovadoras, imaginativas, pensantes e desafiadoras.

 

O debate será dividido em dois blocos, com intervalo de 30 minutos:

 

Bloco I – Experiências e mapeamento dos problemas

Formato de mesa de debates com as convidadas. As perguntas abaixo foram encaminhadas previamente às debatedoras:

  1. Quais experiências educacionais ou não-educacionais moldaram o seu envolvimento com a música e as artes? Conte um pouco de como sua trajetória a levou a escolher essa área de atuação, levantando as experiências positivas e negativas.
  2. Por que, ainda hoje, mesmo com a visível expansão no Brasil dos diversos tipos de ações e instâncias de formação musical, as mulheres e meninas ainda são minoria em diversos cursos de graduação e pós-graduação, grupos e projetos voltados para a  música? Esse cenário apresenta diferenças nos contextos das chamadas músicas ‘eruditas’ e ‘populares’?
  3. Como o sistema educacional atual reforça e mantém um ambiente cultural que atribui às mulheres um papel restrito na sociedade? Comente como se dá a participação do Estado, das instituições de ensino, da religião e de outras instituições para a regulação desse papel.
  4. Em que medida a ausência de modelos ou referências de mulheres na música contribui para a manutenção de ambientes predominantemente masculinos?
  5. No campo institucional (universidades; concursos para cargos públicos; concursos e competições artísticas; seleções de projetos para receber fomento), a maior parte dos mecanismos de seleção se coloca como neutro no que diz respeito a questões de gênero. Entretanto, é notável a discrepância na quantidade de homens e mulheres que têm sucesso nesses processos. Para citar alguns exemplos concretos: 1) o número de professores nos cursos de música nas universidades públicas brasileiras é significativamente maior do que o número de professoras (a título de exemplo, nas universidades públicas paulistas, temos: USP   27 homens / 6 mulheres  (22%), UNICAMP   31 / 8  (20%), UNESP  20 / 8  (28%); 2) entre os 46 compositores premiados no último concurso da Bienal da Funarte de Música Clássica figura apenas 1 compositora [3,27%]; 3) numa orquestra como a OSESP, entre os 108 músicos listados, 80 são homens e apenas 28 (35%) são mulheres. Se as portas de entrada para essas posições realmente não fazem distinção de gênero, onde estariam localizados os empecilhos que provocam uma participação feminina numericamente muito inferior à masculina?
  6. A situação recorrente de confrontar um número maior de homens acaba levando as mulheres a adotar uma postura idealista, tendo que se superar e destacar no âmbito do grupo?
  7. Quais iniciativas já existem e que encorajam as meninas e se envolverem com a música?

 

Bloco II – Sugestões, alternativas, ideias inovadoras, imaginativas, pensantes e desafiadoras para a transformação desse panorama

Formato de roda de conversa. As perguntas abaixo serão encaminhadas a todas as pessoas presentes:

  1. Quais os caminhos para ampliar a participação, visibilidade e representatividade das mulheres na música?
  2. O que nós podemos e devemos (ou não) fazer para transformar esse cenário?
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