Escuta: “Compositoras Latino-americanas” – um recital-conversa com Eliana Monteiro da Silva

Eliana Monteiro da Silva é pianista, professora e pesquisadora. Bacharel em Piano pela Faculdade de Música Carlos Gomes, fez Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado em Música na Escola de Comunicações e Artes da USP, sob orientação do Prof. Amilcar Zani. Suas pesquisas enfocam a atuação da mulher na produção pianística ocidental, sendo autora do livro “Clara Schumann: compositora x mulher de compositor”, da tese “Beatriz Balzi e o piano da América Latina” (FAPESP), e da antologia “Compositoras latino-americanas: vida – obra – análise de peças para piano”, a ser publicada em e-book este ano pela Editora Ficções. Atua como professora particular de piano, ministrou os cursos “Sons e Imagens da América Latina I e II” no Instituto Cervantes com o pintor Juan José Balzi, participou como organizadora e palestrante do projeto “MusiMAC: arte contemporânea para ver e ouvir” em parceria com Ana Gonçalves Magalhães e Amilcar Zani e integra o quadro de docentes da Pós-Graduação da ECA com a disciplina “Música Erudita do século XX na América Latina: aspectos históricos e analíticos”, juntamente com Amilcar Zani e Heloísa Fortes Zani. Em 2017 foi indicada pela FUNARTE para representar o Brasil no III Coloquio de Investigación Musical Ibermúsicas no Chile, com a temática “Música y mujer en Iberoamérica: haciendo música desde la condición de género”. Sua militância artística pela maior visibilidade da mulher na música inclui a participação no Duo Ouvir Estrelas (www.duoouvirestrelas.com), com a cantora Clarissa Cabral, na rede Sonora – músicas e feminismos (www.sonora.me) e no grupo Polymnia (www.polymnia.webnode.com).

 

PROGRAMA
1. Gabriela Ortiz (Mexico) – Preludio I, do ciclo Estudios entre Preludios
2. Eunice Katunda (Brasil) – Sonatina (1º movimento)
3. Graciela Paraskevaídis (Argentina/Uruguai) – …a hombros del ruiseñor
4. Cacilda Borges Barbosa (Brasil) – Estudo Brasileiro n 1
5. Valéria Bonafé (Brasil) – Do livro dos seres imaginários: Kami, Odradék, Shang Yang e Haokah. 

Visões: “Cartografias da canção feminina” – com Carô Murgel

Ana Carolina Arruda de Toledo Murgel (Carô Murgel) é  Doutora em História Cultural pela Universidade Estadual de Campinas, onde fez toda sua formação, incluindo o pós-doutorado, no qual pesquisou as compositoras brasileiras que atuaram durante o século XX.
Foi violonista e cantora, dedicando-se à pesquisa e divulgação da Música Popular Brasileira. É idealizadora e mantenedora do site MPBNet. Atuou como Supervisora no curso de História da Rede São Paulo de Formação Docente (REDEFOR), parceria da Unicamp, USP e UNESP com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Foi coordenadora do GT de Estudos de Gênero da ANPUH-SP na gestão 2012-2014 e é colaboradora desde 2012 na elaboração, correção e apresentação da Olimpíada Nacional de História do Brasil (CNPq/IFCH-Unicamp). É Pesquisadora Colaboradora junto ao Departamento de História do IFCH/Unicamp.
Atua na área de História Cultural, com ênfase em gênero, feminismo, subjetividades, canção popular brasileira e compositoras brasileiras.

Conversa com Linda O’Keeffe e Isabel Nogueira

Linda O Keeffe (IRE / UK) e Isabel Nogueira (BRA) apresentarão uma discussão sobre seu projeto colaborativo, Soando o Corpo Feminista. Este projeto é financiado pelo British Arts Council e pelo CNPQ. O trabalho é dividido em duas partes, em primeiro lugar, o desenvolvimento de uma nova prática artística baseada em processos feministas e, em segundo lugar, o desenvolvimento de uma metodologia inovadora para o envolvimento da comunidade com mulheres e meninas, Ressonando o Corpo Feminino no Espaço. O Keeffe e Isabel apresentarão as atividades atuais que aconteceram em Porto Alegre e exemplos de trabalho que estão criando juntos.

Linda O Keeffe é fundadora da organização Women on Sound Women in Sound, uma rede que une indivíduos, grupos e organizações, promovendo a troca de conhecimento que molda nossa atual compreensão de som e tecnologia (www.wiswos.com). Ela também é editora do Interference Journal, uma revista acadêmica sobre cultura do áudio (www.interferencejournal.org). Ela é mais conhecida por seu trabalho analisando as condições sociais do espaço em relação à percepção e ao som, mas o impacto do gênero, de ser uma mulher no espaço, levou a uma reconfiguração de sua prática. Trabalhos recentes em grande escala incluíram uma comissão de 2016 para a Bienal irlandesa ‘My Voice is Still Lost’, que explorou o papel da igreja católica nos papéis das mulheres e na sexualidade na vida cotidiana na Irlanda e ‘Score For Her’ no Cibelo Cibelo Palace Concert salão em Madrid em 2017. www.lindaokeeffe.com

Isabel Nogueira é compositora-performer e musicóloga, doutora em musicologia (UAM/ Espanha) e graduada em piano (UFPel). Pesquisadora do CNPQ e professora Titular do Departamento de Música (IA/UFRGS), atuando na graduação e pós-graduação. Coordena o Grupo de Pesquisa em Estudos de Gênero, Corpo e Música (UFRGS), tem pesquisas sobre música e gênero, performance e criação sonora. Lançou os discos Impermanente movimento, Voicing e LusqueFusque (2016), Mar de tralhas, Betamaxers, Légua, Meteoro-phoenix, Unlikely Objects e Hybrid (2017), Zah e Isama Noko (2018). Participa dos trabalhos colaborativos Medula Experimentos Sonoros (RS), Elatrônicas (RS), Strana Lektiri (com Leandra Lambert), Mulheres na Lua: som e movimento (com Ana Fridman) e If I Were Me (com Linda O’Keeffe).

Vozes com Tide Borges – 25/06/2018

Tide Borges é graduada (1984) e mestra (2008) em cinema pela Escola de Comunicações de Artes da USP. Desde 1982 trabalha com som. Fez vários curtas, documentários, filmes para a TV, longas-metragens. Além disso, desde 2002, organiza mesas de debate sobre som no cinema durante a Semana ABC. Em 2010 começou a dar aulas para a disciplina Direção de Som no Curso de Cinema da Faculdade de Comunicações da FAAP-SP.

Seus principais trabalhos:

Longa-metragens: A Hora da Estrela e Hotel Atlântico (dir. Suzana Amaral), Dois Coelhos e Mais Forte que o Mundo (dir. Afonso Poyart), Os Amigos (dir. Lina Chamie), Ausência (dir. Chico Teixeira).

Telefilmes: Kurt Masur: adventures in listening (dir. Amit Breuer), Mulheres Olímpicas (dir. Laís Bodanski).

Série Para TV: Os Experientes-Episódio “O primeiro Dia” (dir. geral Fernando Meirelles), Carcereiros II.

Documentários: São Silvestre e Dorina (dir. Lina Chamie), Do pó da terra (dir. Maurício Nahas), Futuro do Pretérito: tropicalismo now (dir. Fracisco César Filho e Ninho Moraes), Variações sobre um quarteto de cordas (dir. Ugo Georgetti), Rogério Duprat: vida de músico (dir. Pedro Vieira), Hip Hop SP (dir. Francisco Cesar Filho).

Lista completa dos trabalhos:

Imdb: https://www.imdb.com/name/nm0096601/?ref_=nv_sr_1

Vídeos no Youtube:

CINEMA POR QUEM O FAZ: Tide Borges

– https://www.youtube.com/watch?v=zWxOl_7r6Kg

Semana ABC 2016 – Entrevista com Tide Borges

– https://www.youtube.com/watch?v=KSrBwcApyR4

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Preview YouTube video CINEMA POR QUEM O FAZ: Tide Borges

CINEMA POR QUEM O FAZ: Tide Borges

Preview YouTube video Semana ABC 2016 – Entrevista com Tide Borges

Semana ABC 2016 – Entrevista com Tide Borges

 

Ata da reunião de 06/08/2018 – Operacional

A primeira reunião do semestre foi neste dia gelado, mas com muita energia! Iniciamos, como sempre, com os informes das semanas passadas e planos para as futuras.

Informes

  • Flora disse que o Coletivo Feminista da ECA tem participado de vários eventos fora da universidade às quintas-feiras, dia do encontro semanal delas, razão pela qual não tem tido muitos encontros presenciais na USP. No entanto, nesta semana o coletivo inicia as atividades presenciais com os eventos que se seguem:
  1. Oficina de panos verdes para a legalização do aborto, dia 7/8 às 15:30 na FFLCH.
  2. Dia 16/8 terá reunião na sede para a Legalização do aborto.

 

  • Houve mobilização sobre o caso do estupro na Faculdade de Medicina da USP. As movimentações continuam.
  • Sobre o corte de verbas da CAPES, nas bolsas para pesquisa, houve uma manifestação no MASP quinta-feira passada e terá outra na FFLCH na próxima quinta-feira dia 9/8.
  • Claudia Lago convidou um palestrante que falará sobre Teoria Queer no horário da aula dela, provavelmente quarta-feira 15, às 19:30 h no auditório. A confirmar.

 

Radio

  • Flora não conseguiu ouvir os áudios da conversa entre ela e a Mariana, que ficaram com a Valéria durante as férias de julho.
  • Carol ficou de coletar trechos de obras de outras compositoras relacionadas ao assunto da conversa entre Mariana e Flora. Porém, ela precisa ouvir a conversa das duas para ver quanto tempo pode ser destinado a este material.
  • O Desfazendo Gênero deste ano será na ECA entre 21 e 24/8 (terça a sexta).
  • Congresso ANPPOM – Marina vai apresentar trabalho. Valéria e Lilian também, no Simpósio de Sonologia. Eliana tem trabalho previsto para o Simpósio de Gênero, mas não sabe se poderá ir.

 

Linda O’Keefe (palestra-workshop)

  • O encontro será dia 17/8 em conjunto com o NuSom. Linda mandará uma bio e foto para divulgação.

 

Nomes no site

  • Foram inseridos os nomes da Fabiana Severo e da Tania Neiva na aba da equipe organizadora, com as datas fornecidas pelas mesmas. Até agora estas foram as únicas integrantes da rede que responderam ao email sobre créditos referentes a organização de eventos.

 

Sugestões para as séries Vozes e/ou Visões

  • Susana Igayara
  • Teca Alencar
  • Inaiê (tem projeto que envolve o lado dos rituais ligados ao feminino).
  • Marina gostaria de convidar 2 artistas que trabalham com “foley” (criam sons ambientes artificialmente, em estúdio). As 2 foram alunas da ECA, uma é a Rosana Stefanoni e a outra é Guta Roim.
  • Suzana Reck Miranda – pesquisadora, professora da UFSCar. Pesquisa sons do cinema brasileiro.
  • Antonilde Rosa (por hangout?) – pesquisadora da UFRJ, cantora e membra, além da Sonora, de vários coletivos ligados a mulheres negras. Ela qualifica em setembro para o Mestrado, e fica disponível depois.
  • Annita Costa Maluf (poeta) – trabalha, entre outros, com arte sonora.

 

Tarefas

  • Marina ficou de formatar o flyer de divulgação da Tide e mandar para Eliana.
  • Eliana ficou de colocar o flyer no site e no facebook.

 

Próximas reuniões:

13/8 – Vozes com Tide Borges

17/8 – Linda O’Keefe com NuSom (sexta a tarde)

20/8 – Operacional enfocando calendário (definir Vozes ou Visões do dia 10/9)

27/8 – Grupo de trabalho para programa de radio (Semana ANPPOM)

3/9 – Feriado

10/9 – Vozes ou Visões?

17/9 – Operacional

24/9 – Recital/palestra (ou conversa) com Eliana (16h no auditório do CMU)

01/10 – Operacional

8/10 – Vozes ou Visões (não pode ser Teca, é aniversário dela). Antonilde? Susana?

 

 

 

 

 

Entrevista para o programa “Música Inclusiva”

O programa “Música Inclusiva”, da Rádio Diversa, foi realizado pelos alunos do curso de Jornalismo da ECA-USP Karina Merli, Pedro Ezequiel, Renan Sousa, Samantha Prado e Tainah Ramos. Tendo como tema a maneira como a mulher é retratada na música, entrevistou Eliana Monteiro da Silva, membra da rede Sonora – músicas e feminismos e Doutora em Música pela ECA.

O programa discute o olhar da sociedade para o papel da mulher no decorrer do século XX e como isso transparece em letras de músicas como “Dá Nela”, de Francisco Alves, entre outras. Graças às lutas empreendidas por mulheres e grupos feministas desde, principalmente, a década de 1960, esta realidade vem mudando e se reflete em músicas como “Laura”, de Marina Melo.

Confira!

Vozes – Paola Picherzky (Divulgação)

 

 

Paola Picherzky é natural de Mendoza, Argentina, é mestre em música pela Universidade Estadual Paulista – UNESP com o trabalho “Armando Neves Choro no violão paulista”. Trabalho este que teve como fruto o resgate da biografia, a catalogação da obra completa do compositor e a gravação de um Cd com 18 choros resultando em seu primeiro Cd solo “18 Choros – Armando Neves” lançado em 2008.
Com o intuito de trazer ao público o material musical recolhido e não utilizado em seu mestrado, em 2015 lança o Cd “Armando Neves, outras composições” apresentando no repertório gêneros distintos ao choro como prelúdios, maxixes, valsas e gavotas, compostos pelo mesmo autor e violonista.
Sempre atuante na área pedagógica, é professora nas Faculdades Santa Marcelina, FMU/FIAM/FAAM e Fundação das artes de São Caetano do Sul.
Idealizou e implantou o projeto “Ensino coletivo de violão” o qual culminou na criação da primeira Orquestra de Violões da Fundação das Artes de São Caetano do Sul da qual é regente e diretora artística.
Entre 2007 e 2010 integrou o quarteto de violões QGQ com o qual gravou o Cd “Jequibau” e como convidada gravou, entre outros, o cd “Não tem choro” – com o flautista Ricardo Kanji.
Apresentou-se ao lado de artistas como Marco Pereira, Paulo Belinatti, Toninho Ferragutti, Roberto Sion,Swami Jr, Izaías e seus Chorões.
Integrante do grupo Choronas desde a sua criação em 1995, apresentou-se com o grupo em concertos na América Latina e Europa, desenvolveu projetos sociais como o show “Musica instrumental nas escolas publicas, uma historia da musica popular brasileira”, gravou quatro cds: Atrente (2000), Choronas ConVida (2004), O Brasil toca choro(2008), J.A Callado (2009) e apresentou-se frente a várias orquestras como a Orquestra Municipal de Santos, Santo André, Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul, Banda Sinfônica Jovem entre outras. Em Janeiro de 2018 o grupo lançou o quinto cd “Choronas Sampa”, uma homenagem a São Paulo e aos compositores paulistas.
É doutoranda no Programa de Pós Graduação em Música da USP.

11/06/2018, segunda-feira às 17h30
Haverá transmissão. Link será postado neste evento no dia.

CMU-ECA-USP – sala 12

Vozes é um espaço que recebe mulheres para apresentarem e falarem sobre seus trabalhos artísticos e criativos. Com uma dinâmica mais informal, é um espaço aberto para a conversa e para o compartilhamento de experiências.

Apoio:
NuSom

Ata da “Conversa com Marilia Velardi” – evento Sonora/NuSom 09/04/2018

Marília Velardi, professora no curso de graduação em Educação Física e Saúde, atuando na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), iniciou este evento explicando sua linha de pesquisa: a investigação qualitativa. É uma linha de pesquisa que parte de um referencial epistemológico clássico e do conhecimento em métodos indutivos para atingir uma investigação autoral, rompendo com estruturas pré-estabelecidas para questionar as lógicas geralmente aceitas e romper com estruturas rígidas.

Marilia entende que muitas teorias têm a capacidade de ser aplicadas em contextos e tempos variados, mas, ainda assim, elas funcionarão melhor se associadas a conhecimentos específicos, principalmente em se tratando da pesquisa sobre assuntos não europeus ou do Hemisfério Norte. A bibliografia usada, por exemplo, na América Latina, é fundamentalmente europeia e, por esta razão, precisa ser associada a estudos realizados localmente para que a pesquisa seja mais legítima. Não se trata de negar a importância das pesquisas e teorias tradicionais, mas sim de amplia-las.

Como referências tradicionais ela aponta:

  • Escola de Chicago
  • Movimentos
  • 4ª geração

 

Em relação à Escola de Chicago, a pesquisadora diz que é quando surgem narrativas acadêmicas que se iniciam com a biografia do investigador, desde que esta tenha relação com o objeto pesquisado. O pesquisador (a) se relaciona diretamente com aquilo que esta pessoa procurará, dando uma força e uma credibilidade maior à sua pesquisa. Este conceito dá origem, em certa medida, ao chamado “lugar de fala”. A pessoa não precisa, obrigatoriamente, ser originária do campo pesquisado, mas deve no mínimo ser capaz de fazer a ponte entre a academia e o objeto investigado.

 

Validação e avaliação

Foi levantada a questão da validação e avaliação da pesquisa qualitativa. Marilia disse que este tipo de investigação requer a criação de grupos que fortaleçam este tipo de critério. As pessoas envolvidas precisam se apoiar umas às outras, criar espaços de discussão, encontros, bancas investigativas. Porque os parâmetros são mutáveis, embora isso não seja fácil. É preciso publicar, mas para isso pode ser preciso criar periódicos que aceitem este tipo de pesquisa. Ainda que estes sejam pior avaliados no início.

A pesquisa qualitativa se insere positivamente no campo interdisciplinar, o que favorece seu fortalecimento. Marilia cita as comunidades interpretativas. É como se a investigação fosse mais sobre o método do que sobre o assunto. Mas é preciso ser claro e explícito acerca do método escolhido, dizer porque se opta por métodos qualitativos.             Um texto que se baseia em métodos como materialismo histórico ou fenomenologia, mais cristalizados no âmbito da universidade, não precisa ser precedido de explicação. Entretanto, a escolha da pesquisa qualitativa necessita ser elucidada, defendida, legitimada, para que este caminho seja sedimentado e se torne tão natural quanto os demais. Marilia lembra um professor que dizia para a classe: “Inventem metodologias!”, “Criem epistemologias!”. Já há algum tempo é ela quem assume esta postura provocadora.

 

Singularidade e particularidade

O raciocínio binário nos toma de assalto, diz Marilia. É preciso pensar em outros glossários, não nomear com presteza, nem por oposição.

 

Auto etnografia

Quando se pesquisa a própria experiência encontra-se muita coisa interessante. Produzir material a partir da própria experiência. Isto está localizado nas propostas mais radicais da pesquisa qualitativa.

 

ECOAR – estudos em corpo e arte

O grupo ECOAR, de que Marilia faz parte, discute as possibilidades de diálogo entre o corpo e as artes, entre os movimentos sociais feministas, das artes junto aos movimentos sociais de periferias, entre outros. A pesquisa qualitativa se insere neste contexto perguntando o porquê de determinadas escolhas metodológicas em detrimento de outras.

 

Conversa com Marilia Velardi – Pensando qualitativamente

 

O próximo evento da rede Sonora será em parceria com o NuSom, dia 9/4, as 14:00 h, na sala 12 do Depto de Música da ECA USP. A conversa com a professora e pesquisadora Marilia Velardi tratará da sua investigação sobre a relação entre métodos formulados por agentes alheios ao campo artístico e a possível interferência na forma de pensar e conduzir pesquisas em artes, procedimento que ela denomina “camisas de força epistemológicas”.

“Com esse encontro a minha ideia é propor um diálogo sobre o que significa ‘pensar qualitativamente’ no campo das pesquisas acadêmicas, partindo da premissa de que o método – concebido como forma de pensamento e ação – determina a nossa relação com os objetos, os campos, as experiências, os experimentos ou as coisas que investigamos. No campo das Artes, algumas vezes, o método subordina o pensamento e a ação das pessoas artistas à normas procedimentais alheias ao campo e ao modo original de pensar e conceber a investigação”.

Marilia é professora nos curso de graduação em Educação Física e Saúde, atuando na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP). É também docente e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política no Ciclo Básico, além de atuar como docente no curso de Bacharelado em Música e no programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da ECA/USP.

No campo da saúde, sua pesquisa enfoca os programas e intervenção no serviço público de Saúde, na perspectiva do ideário da Promoção em Saúde e na Educação para a autonomia. No campo das Artes, propõe intervenções, performances, encenação e projetos de pesquisa e investigação na área artística junto a cantores líricos e instrumentistas, desenvolvendo práticas e estudos sobre preparação corporal para a encenação e criação em ópera. O lócus dessas investigações tem sido o NUO-Ópera Laboratório.

Realiza pesquisas colaborativas com grupos do campo da Saúde, da Educação, das Artes da Cena, da Musicologia e dos Estudos Sociais. Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa ECOAR – Estudos em Corpo e Arte, que atualmente tem como focos: (a) a construção de conhecimento com artistas sobre a Arte; (b) a busca por epistemologias artísticas como suporte para as investigações qualitativas e (c) a criação de estruturas de performances dos dados ou dos conhecimentos produzidos nas investigações. (Texto publicado pelo grupo NuSom, disponível em: http://www2.eca.usp.br/nusom/evento_mvelardi.

Vozes – Laura Mello (Divulgação)

 

Laura Mello é compositora, artista do som e performer (piano, voz, movimento). Trabalha entre Berlim e Viena, em formações solo e em colaborações com outros artistas das áreas de Música Experimental, Arte Sonora e Performance. Formou-se em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) na UFPR, em Composição e Regência na EMBAP, com especialização em Estética da Música do Século XX na EMBAP e Composição Eletroacústica na Universidade de Música e Artes Dramáticas em Viena. Como doutoranda da Universidade Técnica (TU) de Berlim, frequentou cursos em áreas que vão da produção para rádio à teoria do Happening, passando por aulas de dança Contemporânea e participando dos concertos da classe de Composição Intermídia da Universidade das Artes (UdK). Sua obra engloba peças instrumentais, teatro musical, música eletroacústica, instalações sonoras e performances. Em sua atividade artística desafia as fronteiras convencionais entre formatos, mídias e linguagens. Desenvolveu ferramentas para auxiliar na composição de música experimental para meios visuais, em projetos didáticos abertos a alunos sem experiência musical. Há alguns anos vem se aprofundando na relação entre a música e a língua falada, explorando representações e possibilidades de releitura entre estas linguagens. Elabora desde 2008 um trabalho de Performance solo chamado “Composing for many media including me”.

 

Vozes é um espaço que recebe artistas mulheres para apresentarem e falarem sobre seus trabalhos. Com uma dinâmica mais informal, é um espaço aberto para a conversa e para o compartilhamento de experiências.

Haverá transmissão ao vivo através do nosso canal do Youtube. O link para a transmissão será postado em nossa página do FB alguns minutos antes do evento.