Ata da reunião de 18/03/2019 – Operacional


Informes

  • Lilian encontrou Cassia Carrascosa, que se disse interessada em participar de parcerias com a rede Sonora. Lilian convidou-a para participar de uma serie Vozes (biografia dela como artista) ou Escuta (recital comentado). Convidou também a pianista Lidia Bazarian. Precisa ver espaço físico, porque o auditório está com problema de umidade.
  • Lilian deu uma entrevista para a revista Neural, do Reino Unido / Itália, que foi publicada agora em março. A entrevista uniu o lado de sua pesquisa acadêmica, produção artística e feminismo. Lilian falou também sobre a Sonora. Ela pediu permissão aos editores da revista para divulgar o link no site e na página da Sonora do facebook.
  • Foi colocada a necessidade de ocupar espaços para mulheres em sites como www.audiblewomen.com, www.femalepressure.com, www.wiswos.com, etc.
  • Houve uma ameaça de atentado na FFLCH. A segurança foi reforçada na semana passada.

USP Mulheres

  • Flora trouxe a oportunidade de conversar com as representantes do USP Mulheres sobre os relatos de assedio e problemas afins que chegam ao Coletivo Feminista e à Sonora. A princípio haveria uma reunião na sexta-feira às 9:30.

Radio / Projeto Tsonami

  • Mariana conversou com o organizador sobre a dificuldade do idioma na confecção de programas para o projeto. Ele disse que a língua é uma questão se o formato do programa for mais baseado em entrevistas.
  • O projeto é de experimentação radial e exploração artística. A radio tem programação 24 hs. A chamada é para artistas e/ou apresentadorxs, para enviarem projetos com um número mínimo de 12 programas. Seriam 6 meses com programas quinzenais.
  • Como a demanda é muito trabalhosa para o tempo que teríamos para preparar, foi decidido fazer um projeto semelhante, mas não para o Tsonami por enquanto.

Evento “Primeira Reunião Sonora”, dia 25/3. Local: sala 12.

  • Foi feito o flyer de divulgação, discussão da preparação, e email para Fabio compartilhar.
  • Foi inserida uma chamada para que as pessoas tragam instrumentos e/ou objetos para sonorizar a projeção escolhida.  

– 1ª parte: Sonorização de filmes em tempo real (Marina vai conduzir)

  • Serão mostrados os filmes “Preparação 1”, da Letícia Parente, e o “Mergere”, da Marina Mapuranga.  
  • Cronograma:

– Passo 1: assiste aos filmes

– Passo 2: sonoriza

– Passo 3: discute

  • A atividade durará em media 45’.

– 2ª parte: Apresentação da rede Sonora (Tide, Flora e Mariana vão apresentar)

  • Duração aproximada 45’.

Calendário

  • 18/3 – Preparo e divulgação do Evento-convite para novas(os) integrantes.
  • 25/3 – Evento-convite para novas(os) integrantes.
  • 01/04 – não tem reunião para que possamos assistir à abertura da exposição “Sons de Silício”.
  • 08/04 – Abertura do Congresso Sonologia?
  • 15/4 – Semana Santa
  • 22/4 – Sons de Silício ainda estará rolando.
  • 29/4 – Operacional para preparar concerto da Jazzmin’s
  • 6/5 – Grupo de Estudos (1ª parte) e preparação do concerto da Jazz (2ª parte)
  • 8/5 – Concerto Jazzmin’s (confirmar)
  • 13/5 – Operacional?
  • 20/5 – Vozes ou Escuta com Cassia / Lidia?

Para a próxima reunião

  • Trazer alimentos, os filmes escolhidos, materiais e/ou instrumentos para sonorização.

Ata da reunião de 11/03/2019 – Operacional

Informes

  • Dia 14/3: Recital “Síntese Coletiva”, com Ariane Stolfi.
  • Dia 1º de abril: Abertura da exposição “Sons de Silício”, com performance da Mariana Carvalho, no Espaço das Artes (antigo MAC). A Mariana também terá uma instalação no espaço, assim como a Tide Borges. A Marina Mapurunga fará uma performance dia 22/4. Todas estas instalações ficarão até 26/4. Dia 1º de abril não haverá reunião da Sonora.
  • O CALC está promovendo algumas mesas de debates no mês de março, sendo a 1ª em homenagem a Marielle Franco, dia 13/3 (quarta-feira), as 17:00 hs.
  • Mariana contou sobre o Festival Tsonami, do qual participou em Valparaíso, no Chile. Este ano a organização do festival está com uma chamada aberta para trabalhos de radio arte.  A Sonora poderia mandar um resumo do projeto das compositoras, com um demo das gravações com a Alma Laprida e a Valéria Bonafé. Mariana e Valeria ficaram de escrever este projeto para enviar ao Tsonami.
  • Precisamos de 2 pilhas AA para o mouse da sala.

Evento-convite para novas(os) integrantes, “Primeira Reunião Sonora”. A atividade será dividida em 2 partes:

– 1ª parte: Sonorização de filmes em tempo real

  • A ideia seria fazer uma sonorização de filme em tempo real. Poderíamos fazer na sala 12, trazendo instrumentos e/ou objetos para sonorizar a projeção escolhida.  
  • Foi pensado em passar o filme “Preparação 1”, da Letícia Parente, e o “Mergere”, da Marina Mapuranga.  

Passo 1: assiste aos filmes

Passo 2: sonoriza

Passo 3: discute

  • Toda a atividade duraria em media 45’.

– 2ª parte: Apresentação da rede Sonora

  • Duração aproximada 45’.

– Mariana ficou responsável pelo rascunho do flyer, e Ariane vai fazer o cartaz definitivo.

Concerto/Ensaio Aberto da Jazzmin’s

  • Estamos aguardando a resposta da Lis, responsável pela agenda do grupo. Data provável: 8/5 (quarta-feira) no auditório.
  • Pensar na divulgação.

Tópicos para discussão

  • Assédio no CMU: aparentemente há casos não identificados formalmente, mas que estão preocupando alunas ingressantes. O Coletivo Feminista está organizando medidas “educativas” como cartazes no banheiro masculino, entre outras. Elas convidaram a Sonora a participar desta empreitada.
  • Seria bom inaugurar uma serie sobre assuntos de interesse das mulheres, convidando, por exemplo, uma advogada para esclarecer sobre assédio, uma médica para falar sobre saúde, maternidade, entre outras especialidades.  
  • A Sonora, o Coletivo Feminista e outros núcleos poderiam se reunir com a USP Mulheres para pedir informação sobre como agir em casos de assédio e violência contra as mulheres.

Projeto NuSom

  • A Sonora precisa enviar uma lista com o orçamento da nossa parte, levando em consideração outros equipamentos e/ou materiais similares previstos por outros projetos envolvidos.
  • É preciso listar os equipamentos de acordo com as nossas necessidades no projeto.
  • A Tide se ofereceu para ajudar no orçamento com o conhecimento que ela tem de equipamentos de som.

Plásticos

  • Cada um pode trazer sua caneca para substituir os copinhos de plástico.
  • Trazer esponja e detergente.

Calendário

  • 18/3 – Preparo e divulgação do Evento-convite para novas(os) integrantes.
  • 25/3 – Evento-convite para novas(os) integrantes.
  • 01/04 – não tem reunião para que possamos assistir à abertura da exposição “Sons de Silício”.
  • 08/04 – Abertura do Congresso Sonologia?
  • 15/4 – Semana Santa

Para a próxima reunião

  • Trazer os dois filmes (Tide traz “Preparação 1” e Marina traz o dela).

Ata da reunião de 25/02/2019 – Operacional de Início de 2019

Dinâmicas das reuniões

  • Retomar a ideia de oficinas de questões técnicas para tornar as(os) participantes mais independentes.
  • Pensar em como aumentar o número de integrantes.
  • Pensar em como tornar o fluxo mais fluido.
  • Planejar e organizar eventos por bimestre ou outra periodicidade.

Evento-convite para novas(os) integrantes

  • Concerto ou ensaio aberto da Jazzmin’s? Mandamos mensagem para a Lis e para a Paula, responsáveis pela agenda do grupo. Datas prováveis: 20 ou 27/3 (quarta-feira, por causa do auditório).
  • Encontro/Performance coletiva como a que fizemos com a peça da Pauline Oliveros anos atrás. Data provável: 25/3 (segunda).
  • Pensar na divulgação.

Vozes/Visões – Radio

  • Usar o espaço destas séries regulares para criar material para os programas de radio. Por ex.: Carô e Eliana conversam no Visões e depois edita para o rádio.
  • Fazer podcasts de 20 minutos.
  • Estes podcasts também podem fornecer material para o Projeto NuSom.

Projeto NuSom

  • O projeto principal não foi encaminhado ainda, novas pessoas estão entrando e o projeto da Sonora já está no google docs do corpo principal.
  • A Sonora precisará enviar um orçamento da nossa parte, levando em consideração outros equipamentos e/ou materiais similares previstos por outros projetos envolvidos. A Tide se ofereceu para ajudar com o conhecimento que ela tem de equipamentos de som.

OSUSP

  • Saíram 2 matérias sobre a OSUSP e a programação de obras de compositoras, uma do jornal da ECA e outra do Irineu F. Perpétuo para a Folha. As matérias citam a participação de compositoras da Sonora em concertos da OSUSP, divulgando suas obras.
  • Seria interessante marcar uma reunião com o Diretor da OSUSP, Fabio Cury, para entender melhor que tipo de parceria ele imagina com a Sonora este ano.

Antigos projetos para 2019

  • Seria interessante fazer um projeto para o CPF com convidadas, sobre gênero.
  • Roda de conversa sobre maternidade. Valéria precisa participar, precisa ver quando ela poderia vir.
  • Repositório dos nossos materiais escritos e gravados.
  • Aumentar a visibilidade dos eventos da rede.

Calendário

  • Fica pendente a definição de datas para o evento da Jazzmin’s e para o Encontro Aberto.

Ata da reunião de 26/11/2018 – Operacional

Informes

  • Vanessa De Michelis propôs para Lilian fazer um intercâmbio entre a Sonora e a Universidade em que ela está inserida, em Londres. Vanesa deve vir a SP em abril, e há o desejo também de fazer um Vozes com ela na ocasião.
  • Seham, aluna da EMESP e da Casper, fez uma entrevista com a Lilian e a Valéria sobre mulheres na música, com enfoque na criação/composição. Ela ficou de enviar depois o vídeo, que será postado no site da Sonora.
  • É preciso atualizar o site da rede, colocando o endereço da nossa página no facebook e o nosso email oficial. O email que está lá é antigo e não tem sido usado para conversas da equipe organizadora das atividades da rede.
  • Valéria contou de sua experiência em Campo Grande, MGS, onde participou de um evento na Federal de Música.

 

Projeto NuSom

  • Foi colocado o problema da pergunta a ser respondida pelo projeto. Foi lido o esboço atualizado enviado por email.
  • Foram redigidas perguntas sobre o esboço, que foram discutidas na reunião. As técnicas e o produto final (repositório) estão mais evidentes nos desejos, mas ainda não ficou clara a proposta principal.

 

Radio

  • Os programas estarão no projeto para o NuSom? Ou pequenos podcasts realizados com compositoras/artistas sonoras?

 

SIM

  • Lilian falou sobre os eventos que terão lugar no Simpósio Internacional da Música, que acontecerá no CCSP dia 7/12. Foram discutidos temas que seriam interessantes mencionar na fala dela, sobre sua trajetória profissional e a formação e atuação da Sonora. Também falou-se da importância de mencionar perspectivas para a rede – incluindo autogestão e modos de sobrevivência – em 2019 e além.

 

Próxima reunião

  • Terminar projeto para NuSom: redação

 

Para dia 10/12

  • Fazer lista de desejos para 2019.
  • Pensar a 1ª reunião do ano e como prepara-la.
  • Fazer uma avaliação do ano de 2018.
  • Confraternização

 

 

Ata da reunião de 29/10/2018 – Visões com Teca Alencar de Brito

Nesta 9ª edição de Visões, a Sonora recebe Teca Alencar de Brito, Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC- SP, Bacharel em Piano e Licenciada em Ed. Artística com habilitação em Música. Professora e pesquisadora no CMU/ECA/USP, Teca criou, há trinta e quatro anos, a Teca Oficina de Música, núcleo de educação musical voltado à formação de crianças, adolescentes, adultos e educadores, em São Paulo, Brasil. Autora de vários artigos e livros, produziu oito CDs que documentam a produção musical de crianças e adolescentes da Teca Oficina de Música. Sobre tudo isso ela conversa com alunas (os) da ECA, convidadas (os) e pessoas da Sonora.

 

Trajetória

Teca contou que iniciou os estudos de música pela prática do piano, ainda criança. Cedo ela percebeu que o estudo rígido e tradicional do instrumento não era o que procurava, nem o que considerava importante para o fazer musical.

Sua professora de piano, por outro lado, deu-lhe liberdade para descobrir e experimentar a improvisação por conta própria, entendeu que a menina tinha condições e curiosidade para ir além do estudo técnico do instrumento.

Teca lecionou em diversas escolas antes de ter a sua. De uma delas foi demitida porque a coordenação disse que a escola não tinha seu perfil. E Teca agradece a este fato, pois em outras escolas encontrou ambientes férteis para desenvolver seu trabalho autoral.

 

Koellreutter

Seu relacionamento com o flautista, educador, agitador cultural e músico em geral foi fundamental. Teca estudou e trabalhou com Koellreutter por muitos anos. Chegou a fazer uma viagem com ele e outras (os) pesquisadoras (os)/músicas (os) para a Índia. Teca participou desta imersão com o mestre, assistindo aos indianos improvisar – o que lhes é culturalmente natural.

 

Oficina de Música

Em sua escola, Teca oferece liberdade para as crianças escolherem que instrumentos querem tocar, como e quando. Ela critica o ensino que impede que as crianças se coloquem, exponham suas ideias, componham suas músicas. O mais importante, segundo ela, é escutá-las, acolher suas contribuições e trabalhar com elas a partir disso.

São processos auto-poiéticos, como ela diz.

 

Espaço de criação

Hoje, Teca crê que esteja havendo um retrocesso muito grande na educação musical. Ainda que professores usem materiais novos, técnicas inovadoras, entre outros, raramente há espaço para a criação. Materiais vem com instruções, roteiros e regras. Desta forma, por mais que materiais e técnicas sejam “modernos”, o processo é arcaico. E isso vem aumentando dia a dia, infelizmente.

O sentido de se fazer música

Crianças fazem música com letra, abrem a boca e saem cantando. Quando a música é criada, Teca aponta o que está ali, cria pontes com o pensamento humano de forma, elementos, estrutura. Teca também grava os (as) alunos (as). Isso é importante, porque as crianças esquecem o que criaram e, frequentemente, modificam o que fizeram.

Nos territórios da educação musical, é preciso abrir espaço e dar tempo para que emerjam as ideias das crianças. E não ouvir com espírito e ouvidos já pré-estabelecidos. O que um entende como música não é necessariamente o que entendem os demais.

 

Exemplos

Teca contou histórias e mais histórias de como surgiram os CDs que ela gravou com as crianças. Mostrou vídeos e fez tocar algumas faixas dos discos de sua escola. Os exemplos, assim como a fala completa de Teca foi compartilhada em tempo real e está disponível no canal da Sonora no youtube. O link da transmissão pode ser conferido na aba “Atividades regulares – Visões” do nosso site.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ata da reunião de 8/10/2018 – Operacional

Informes

  • Carô disse que não pode gravar o programa de rádio dia 5/11. Ela ficou de ver uma data para este fim.
  • Foi sugerido pedir à Carô que indique 4 compositoras e 4 peças para ouvir no programa. Eliana deve mandar sua lista para que ela pense em peças que dialoguem com isso.
  • Dia 12/11 está programado um Vozes com Natalia Fragoso, mas, caso ela não confirme, pode ser a gravação com a Carô.

Atividades

  • Flyer Visões com Teca – Carolina fez e foi colocado no site.
  • Radio 1 com Flora (ficou para a próxima reunião).
  • Site – Foi criada aba “Escuta:”. Falta colocar link de gravação do primeiro evento quando for editado.
  • Pagamento do site – realizado por mais um ano.
  • Ações: manifesto Haddad sim. Esta ação deve ser debatida na próxima reunião. Foi sugerido focar na questão de gênero.

Calendário

  • 15/10 – Operacional (Rádio 1). Flora trará material para editar.

 

Visões “Música, infância e educação: que jogo é esse?” – por Teca Alencar de Brito

Música, infância e educação: que jogo é esse?

A partir de experiências pessoais, abordarei aspectos relativos ao acontecimento musical no curso da infância; à sua presença nos territórios da Educação, bem como, à formação de educadores musicais.

Teca Alencar de Brito

Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC- SP, é Bacharel em Piano e Licenciada em Ed. Artística com habilitação em Música. Professora e pesquisadora no CMU/ECA/USP, criou, há trinta e quatro anos, a Teca Oficina de Música, núcleo de educação musical voltado à formação de crianças, adolescentes, adultos e educadores, em São Paulo, Brasil. Autora de vários artigos e livros, produziu  oito CDs que documentam a produção musical de crianças e adolescentes da Teca Oficina de Música.

Ata da reunião de 1/10/2018 – Operacional

Informes

Ligiana Costa

  • Marina conversou com a Ligiana sobre dividir o espaço do concerto da OSUSP. Ficou resolvido que a Sonora e a Ligiana fariam projetos separados.

OSUSP

  • Ficamos de pensar num projeto que incluiria mulheres musicistas da orquestra, a ser apresentado no ano que vem. O encontro, no entanto, precisaria ser ainda este ano.

Rádio

  • Há um desejo de fazer um segundo programa, com Eliana e Carô Murgel, sobre suas pesquisas de compositoras. Carolina Andrade seria a entrevistadora e condutora do programa. Precisaríamos pedir à Carô que escolhesse algumas compositoras e peças. As da Eliana poderiam ser aproveitadas do “Escuta:”.

Projetos para 2019

  • Seria interessante fazer um projeto para o CPF com convidadas, sobre gênero.
  • Roda de conversa sobre maternidade.
  • Repositório dos nossos materiais escritos e gravados.
  • Aumentar a visibilidade dos eventos da rede.

Calendário

  • 8/10 – Operacional (Rádio 1 ou site)
  • 15/10 – Operacional (Rádio 1 ou site)
  • 22/10 – Operacional (planejamento Rádio 2)
  • 29/10 – Visões com Teca (precisamos de foto, título e release do evento).
  • 5/11 – Radio (gravação programa Radio 2 – conversa entre Eliana e Carô Murgel a confirmar)
  • 12/11 – Vozes com Natália Fragoso – (precisamos redigir uma carta-convite).
  • 19/11 – Feriado
  • 26/11 – Encerramento. Jazzmin’s? – Perguntar como é a produção, o que precisa para o “Escuta:”. Ou pizza!!!

 

Ata de ESCUTA: “Compositoras Latino-americanas” um recital-conversa com Eliana Monteiro da Silva

O recital-conversa “Compositoras Latino-americanas” inaugurou, no Auditório Olivier Toni da ECA-USP, uma série há muito idealizada pela Rede Sonora, que enfoca a performance ao vivo seguida de entrevista – ou de conversa. Esta apresentação da pianista Eliana Monteiro da Silva trouxe um pouco da sua antologia “Compositoras Latino-americanas: vida – obra – análise de peças para piano”, pesquisa de Pós-Doc realizada no Depto. de Música da ECA entre 2016 e 2018, sob supervisão do Prof Amilcar Zani e a colaboração da professora de piano Heloisa Zani.

Para esta antologia Eliana analisou 20 peças de autoras de 9 países da América Latina, compostas entre o fim do séc. XIX e o início do XXI, com intuito foi mostrar a participação das mulheres na criação da música erudita deste continente. O recorte de tempo se deveu ao fato de ser neste período que a música latino-americana adquiriu características próprias. O formato das pesquisas e a escolha das obras priorizou a maior variedade possível de estilos, linguagens, técnicas e períodos de composição, a fim de dar a conhecer um leque de possibilidades explorado pelas compositoras da América Latina.

Eliana falou um pouco de cada peça que tocou e, ao final, alunxs, professorxs e público em geral fizeram perguntas, comentários, o que quiseram. Foi muito rico aproveitar a oportunidade de que uma das compositoras do programa estava presente, a Valéria Bonafé, que pôde esclarecer algumas dúvidas a respeito de suas peças e da inserção das mesmas no cenário musical.

O evento contou com o apoio e participação dxs professorxs da disciplina “Laboratório de Interpretação e Criação Musical Contemporânea”, em especial do Prof. Silvio Ferraz, e com o tradicional apoio do NuSom. As peças interpretadas foram:

 

  1. Preludio n. 1, da mexicana Gabriela Ortiz, composto por volta de 2005. Peça que integra o ciclo Estudios entre Preludios da compositora, em que ela homenageia mestres da música erudita ocidental como Ligetti, Cage, entre outros. Este preludio tem influência das sonoridades impressionistas de Debussy, com seus modos simétricos, mas também, segundo Gabriela em entrevista a Eliana, da sensualidade harmônica de Toru Takemitsu. A compositora é também autora de várias óperas com temáticas feministas.
  2. Sonatina, da brasileira Eunice Katunda, composta em 1946 e revisada em 1965. Obra em 3 movimentos, todos baseados em 2 motivos apresentados na Introdução do primeiro, apresentado no recital. Eunice, que viveu entre 1915 e 1990 – portanto, quase todo o século -, compôs em quase todos os estilos. Era uma mulher radical, que entrava de cabeça em tudo o que se propunha. Assim foi no Grupo Música Viva, do qual fez parte, e depois no movimento que resgatou o Nacionalismo na década de 1950, liderado por Camargo Guarnieri. Esta Sonatina marca o ano em que ela ingressou no Música Viva, embora não seja dodecafônica, marca registrada do grupo de Koellreutter. É uma obra atonal livre.
  3. Graciela Paraskevaídis nasceu na Argentina em 1940 e mudou-se para o Uruguai em 1975. Lá faleceu de câncer em 2017, deixando uma extensa obra musical e literária acerca da música latino-americana. A peça …a hombros del ruiseñor, interpretada por Eliana, foi criada em 1997, no período de redemocratização da maioria dos países do continente. É dedicada ao guerrilheiro Che Guevara e seu título faz menção ao verso “Rouxinóis de novo” (ruiseñores de nuevo), de Juan Gelman, poeta que teve os filhos e a esposa sequestrados durante a ditadura militar. As letras C H e E, de Che, estão no motivo principal de … a hombros, formado pelas notas Do (C), Si natural (H) e Mi (E). Os silêncios e as frases que terminam em suspensão aludem à falta de respostas para a aflição dos inúmeros pais e mães cujos filhos desapareceram neste período trágico da nossa história. Graciela foi também responsável pelos sites latinoamerica-musica.net e www.gp-magma.net. Integrou a equipe organizadora dos Cursos Latinoamericanos de Música Contemporánea, do Núcleo Música Nueva de Montevideo e da Sociedade Uruguaya de Música Contemporánea.
  4. O Estudo Brasileiro n 1 foi composto pela brasileira Cacilda Borges Barbosa em 1950. Faz parte de uma série de estudos com finalidade didática que a autora criou para trabalhar dificuldades diversas. Este, especialmente, enfoca a polifonia, os grupos alterados e a independência entre as linhas melódicas. Cacilda foi da equipe de trabalho de Villa-Lobos e posteriormente dirigiu o Instituto Villa-Lobos no Rio. Foi também uma das primeiras a trabalhar com fitas magnéticas e música eletrônica no Brasil.
  5. O ciclo Do livro dos seres imaginários, da brasileira Valeria Bonafe, foi inspirado na publicação homônima do escritor argentino Jorge Luis Borges. Composto em 2010, traz nas 4 peças os personagens Kami, ser sobrenatural que jaz sob a terra; Odradék, ser formado por pedaços de linha e que não se deixa capturar; Shang Yang, pássaro da chuva que fica numa pata só; e Haokah, Deus do trovão. O ciclo foi escrito para piano preparado, sendo só a peça Shang Yang escrita sem utilizar os sons modificados pelo preparo. Esta peça faz uso do pedal tonal. Valéria é membra da rede Sonora e professora da EMESP.

Equipe organizadora do ESCUTA:

Escuta: “Compositoras Latino-americanas” – um recital-conversa com Eliana Monteiro da Silva

Eliana Monteiro da Silva é pianista, professora e pesquisadora. Bacharel em Piano pela Faculdade de Música Carlos Gomes, fez Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado em Música na Escola de Comunicações e Artes da USP, sob orientação do Prof. Amilcar Zani. Suas pesquisas enfocam a atuação da mulher na produção pianística ocidental, sendo autora do livro “Clara Schumann: compositora x mulher de compositor”, da tese “Beatriz Balzi e o piano da América Latina” (FAPESP), e da antologia “Compositoras latino-americanas: vida – obra – análise de peças para piano”, a ser publicada em e-book este ano pela Editora Ficções. Atua como professora particular de piano, ministrou os cursos “Sons e Imagens da América Latina I e II” no Instituto Cervantes com o pintor Juan José Balzi, participou como organizadora e palestrante do projeto “MusiMAC: arte contemporânea para ver e ouvir” em parceria com Ana Gonçalves Magalhães e Amilcar Zani e integra o quadro de docentes da Pós-Graduação da ECA com a disciplina “Música Erudita do século XX na América Latina: aspectos históricos e analíticos”, juntamente com Amilcar Zani e Heloísa Fortes Zani. Em 2017 foi indicada pela FUNARTE para representar o Brasil no III Coloquio de Investigación Musical Ibermúsicas no Chile, com a temática “Música y mujer en Iberoamérica: haciendo música desde la condición de género”. Sua militância artística pela maior visibilidade da mulher na música inclui a participação no Duo Ouvir Estrelas (www.duoouvirestrelas.com), com a cantora Clarissa Cabral, na rede Sonora – músicas e feminismos (www.sonora.me) e no grupo Polymnia (www.polymnia.webnode.com).

 

PROGRAMA
1. Gabriela Ortiz (Mexico) – Preludio I, do ciclo Estudios entre Preludios
2. Eunice Katunda (Brasil) – Sonatina (1º movimento)
3. Graciela Paraskevaídis (Argentina/Uruguai) – …a hombros del ruiseñor
4. Cacilda Borges Barbosa (Brasil) – Estudo Brasileiro n 1
5. Valéria Bonafé (Brasil) – Do livro dos seres imaginários: Kami, Odradék, Shang Yang e Haokah.